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Questionamentos Infantis: Como explicar assuntos adultos para as crianças?




Lidar com crianças nunca foi tarefa fácil. São muitos cuidados, detalhes e preocupações que norteiam o cotidiano dos pais e responsáveis.


Nessa fase, os famosos “porquês” são questionamentos recorrentes feitos pelas crianças em relação a diversos tipos de assuntos, inclusive aqueles de adultos e que não devem ser de conhecimento delas.


Falar sobre temas sérios e avançados para a idade das crianças, não é tão simples quanto parece.

A maioria dos pais e responsáveis fica sem saber o que dizer e como explicar certas coisas para os pequenos.


Questões comuns como “como os bebês nascem?”, “o que é ser gay?”, “Deus existe?”, “por que as pessoas morrem?”, “porque os pais se separam?”, “porque você está chorando?”, “porque não pode comprar o brinquedo”, são apenas algumas delas capazes de aterrorizar os adultos nessa faixa etária.


Geralmente, a fase de intromissão e questionamentos mais sérios como esses, começa a partir dos 4 anos de idade e se estende até o período da adolescência.


Atualmente, com o avanço e a introdução cada vez mais severa das crianças e jovens nas redes sociais, tais assuntos chegam a eles com muito mais facilidade e clareza.


É possível que eles mesmos leiam coisas sobre sexo, sobre relacionamentos, morte, dinheiro, entre outros assuntos críticos, e acabem criando questionamentos em cima deles.


Além disso, com o aumento da exposição e das discussões sobre orientação sexual, as dúvidas relacionadas a esse tema também aumentaram, já que é possível observar cenas e comentários sobre isso na maioria dos locais.


Outro fator que corrobora para essa curiosidade é o comportamento dos pais perante a criança.


Se estes discutem coisas adultas na frente dos pequenos com frequência, é natural que estes as absorvam, desenvolvam dúvidas e as repassem para vocês ou outros adultos.


Comentários de outros colegas da escola ou conversas ouvidas em outros ambientes, por exemplo, podem também gerar tais questionamentos.




Como proceder em cada caso?


Um dos principais erros cometidos pelos adultos ao ouvir perguntas do tipo, é tentar se esquivar delas, fingir que não ouviu ou desconversar do assunto.


É preciso ter em mente que os questionamentos fazem parte do crescimento e são plenamente saudáveis, por isso, evite ignorá-los pois isso pode fazer com que o desenvolvimento da criança seja prejudicado, inibindo curiosidade e raciocínio lógico.


Para pensar em uma resposta correta, primeiramente faça perguntas de volta para ele a fim de entender o porquê do seu filho estar com essa dúvida. Pergunte como ele ficou sabendo sobre aquilo, quem falou sobre isso com ele, em qual ocasião foi, o que ouviu etc.


Isso lhe ajudará a se posicionar de acordo com a experiência vivida pela criança em relação ao assunto.


Após isso, evite mentir ou inventar histórias muito mirabolantes para explicar algo que pode ser transmitido de forma mais simples.


Opte por falar a verdade, só que de uma maneira menos explícita e mais fácil de ser compreendida. O lúdico funciona bastante para explicar algo sem impactar.


Leve em consideração a idade da criança para a sua resposta. Por exemplo: o pequeno questionou sobre de onde a chuva cai e por que cai. Opte por responder algo singelo como “do céu”, por exemplo.






Gravidez


Outra pergunta bastante delicada é sobre o nascimento dos bebês.


Para que a criança entenda de forma básica como o processo de fecundação funciona e a gravidez e nascimentos em si, explique como é o corpo do homem e da mulher e deixe claro que o papai deposita uma “semente” na mamãe.


Assim, ela saberá que os bebês não vêm da cegonha e ao mesmo tempo não terá acesso a explicações tão explícitas.


Se ela questionar sobre aonde os bebês ficam localizados e como vem para o mundo, exemplifique em bonecas com barrigas feitas de algodão, que o neném fica 9 meses lá dentro e como ele consegue sair de lá.


O lúdico é a forma mais segura de que esses assuntos adultos tomem corpo, sem impactar diretamente na ingenuidade da criança.





Moradores de rua


Outra situação bastante delicada se refere a moradores de rua. É bastante comum que crianças quando estão em passeios com os pais ou com a escola, se questionem do porquê daquelas pessoas estarem dormindo no chão.


Isso é compreensível, já que é uma visão que não é familiar à criança, que na maioria dos casos está acostumada com seu quarto, cama confortável e abrigo. Se até para nó adultos, essa situação é muitas vezes incompreensível, para os pequenos é muito mais.


Nesse caso, ressalte a importância desse olhar para tal realidade. Explique de forma simplificada que a falta de um trabalho e de uma casa, podem ter colaborado para aquela situação, ou até mesmo uma doença que tenha provocado essas consequências.


Aproveitando a explicação, incentive o olhar humanitário sobre esse fato, alegando que é importante sempre ajudar quando puderem. Isso consegue, além de tirar a dúvida da criança, criar uma consciência que ela levará para o resto da vida e que ajudará em sua formação como indivíduo.





Homossexuais


A mesma consciência também deve ser estimulada pelos pais ou responsáveis em relação ao assunto homossexualidade. É muito fácil uma criança ver um casal homossexual se acariciando na rua em algum passeio, ou ouvir o termo gay em algum momento.


Essa dúvida irá surgir uma hora ou outra, principalmente agora que esse assunto está cada vez mais em pauta em diversos locais.


Nesse caso, procure não transparecer nenhum tipo de preconceito sobre isso. Deixe claro que todo tipo de amor é válido e deve ser respeitado e que isso não nos diferencia de maneira alguma.


Todos somos iguais, independentemente da orientação. Verifique também como esse assunto está sendo abordado pela escola e complemente ou reforce o mesmo dentro de casa.






Separação dos pais


Esse é um assunto bastante delicado, pois interfere diretamente na vida e no cotidiano da criança.


Quando ela perguntar sobre o porquê de os pais não morarem juntos, procure ser sincero, uma vez que uma hora ou outra a realidade será escancarada para ela, sem precisar ao menos que seja falada.


Procure antecipar esse entendimento de maneira suave para evitar impactos piores no futuro.


Deixei claro que ambos não se dão mais bem, mas que continuam se amando e amando a criança principalmente.





#desenvolvimento #dicas #educação

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Gradiente Vermelho Amarelo

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