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Avós: por que eles são importantes para o desenvolvimento das crianças?


avós e o desenvolvimento das crianças

Vivenciamos o que pode ser chamado de “Século dos Avós”, momento em que a expectativa de vida é cada vez maior (proporcionando uma vida mais longa e produtiva) e os mais novos têm a oportunidade de conviver com seus avós e, em alguns casos, até mesmo com os bisavós. E essa pode ser a melhor época para formar pequenos cada vez mais conscientes e empáticos.


Quem teve a oportunidade de conviver com os avós durante os primeiros anos (ou boa parte da vida) deve entender o papel importante que eles cumpriram na primeira infância.


O carinho envolvido no relacionamento é desprendido, muitas vezes, da necessidade (ou obrigatoriedade) de educar efetivamente, restando espaço de sobra para mimar os netos e ensinar valores importantes para toda a vida.


Mas, afinal, por que eles são importantes para o desenvolvimento dos pequenos?




Mutualidade


O choque de duas gerações completamente opostas é positivo para ambos os lados. Tanto da parte dos avós, que se revitalizam e têm a percepção de continuidade e perpetuidade da família, quanto para os netos, que são ensinados a respeitar e valorizar os idosos, indo na contramão das relações cada vez mais descartáveis e superficiais, que tendem a menosprezar e excluir cidadãos na terceira idade, quando muitas vezes o “velho” adquire um sentido pejorativo.


Lídia Rosenberg Aratangy, psicóloga e psicoterapeuta, autora da obra “Livro dos avós: na casa dos avós é sempre domingo?”, ressalta que é na relação entre avós e netos que se aprende a compreender e conviver com os idosos, preparando as crianças para o futuro em que os pais envelhecerão.


Separamos, com saudosismo, alguns tópicos importantes dessa relação.




avó pescando com o neto

Valorização da história


Conviver com os avós permite o entendimento da importância da família e de ter uma base, não apenas no sentido da codependência, mas no respeito aos membros, valorização do passado e origem da família, compreensão dos vínculos e apoio emocional confiável, além do núcleo pai e mãe.


É inegável que os primeiros amigos da criança estão no seio da família e os avós têm uma função significativa e expressiva nesse papel.


Saber de onde veio e para onde vai é um aspecto importante para o desenvolvimento do equilíbrio emocional da criança e os avós detêm o conhecimento necessário sobre a família – além de mais tempo – para explicar as histórias e ramificações familiares, e acolher o pequeno em sua própria história.




Memória afetiva


Já ouviu a expressão “Avó é mãe com açúcar”? É impossível citar os avós e não falar das boas memórias que surgem dessa convivência.


As primeiras histórias, o encantamento com o mundo (contato com a natureza, por exemplo), as canções que são perpetuadas de geração em geração, entre outras experiências magníficas que só os avós proporcionam.


O incentivo a um repertório de memórias afetivas é positivo e recebe um auxílio especial.




Aprendizado contínuo


Neste ponto, sabemos que quanto maior a idade, mais vasto o número de aprendizados que as pessoas têm a transmitir, e nada melhor do que poder aprender com os erros alheios do que com os próprios erros.


Os avós têm muito a ensinar, ainda mais se pensarmos nos valores éticos e morais recebidos ao longo de suas vidas, no grande respeito aos adultos, na simplicidade do olhar e em épocas de diferentes estímulos (tecnologia menos avançada ou inexistente).



vovó jogando bola com os netos


Avós não são pais


O papel assistencialista dos avós, ainda que existente nos dias atuais, está longe de ser o ideal (e único modelo) para permear a rotina da criança: educar, levar à escola, cuidar em caso de compromisso dos pais, entre outros.


Embora toda ajuda seja bem-vinda (sobretudo nos primeiros anos das crianças), deve ser prezado o acolhimento e cuidado, e impor limites que estabeleçam uma relação saudável entre todos os membros da família.


“Estragar os netos” é uma visão ultrapassada. É importante manter um diálogo aberto para que os avós tenham conhecimento da rotina da criança (horário das refeições e de dormir, por exemplo), hábitos alimentares e traços de personalidade (de forma a poder incentivar ou repreender).


Apoiar-se na experiência dos avós para complementar a educação das crianças é uma atitude inteligente, desde que um papel não negligencie o outro.


Não é uma competição amorosa ou um cabo de guerra emocional. As crianças irão se afeiçoar independente dos mimos, desde que perceba o amor envolvido nos atos.




Relacionamento sem percalços


Definir papéis para as pessoas envolvidas nas relações e interações sociais dos pequenos é importante, assim como respeitar o posicionamento de todos os envolvidos.


Sendo assim, é imprescindível ressaltar que não é recomendado contradizer os avós em frente aos filhos ou vice-versa. O respeito é um exemplo vertical (de pai para filho) e essa repreensão afetaria a forma como as crianças enxergam os familiares.


Outro ponto importante é lembrar os avós sobre as diferenças entre as gerações. O contato com o “antigo” é crucial para os pequenos, mas é preciso ter um olhar flexível.


Um exemplo claro é o uso de celulares e computadores (sobretudo tablets): os avós podem entender o uso de aparelhos tecnológicos como algo negativo, enquanto sabemos que, se controlado, é uma ajuda para o desenvolvimento da criança, em sua autonomia e absorção de aprendizados.





crianças com a família

Família com “f” de felicidade


Sentiu saudades do convívio com os avós? É impossível pensar no papel dos pais na criação dos filhos sem lembrar a época em que éramos crianças, não é mesmo? Mais do que interiorizar todas as dicas e seguir a risca, o papel dos avós no desenvolvimento dos pequenos deve ser pensado para trazer um maior conforto e proteção.


Ter uma base familiar mais sólida é ter a certeza de não estar sozinho, o que ajuda no desenvolvimento de crianças mais confiantes e extrovertidas. Mais felizes.


Quais são as contribuições que os avós tiveram na sua infância ou têm na infância de seus filhos?

Conte nos comentários.






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