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Dislexia: o que é e como esse distúrbio afeta a aprendizagem das crianças?


dislexia: o que é e como afeta as crianças


A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem que atinge milhares de crianças em todo o mundo, afetando as habilidades básicas de leitura e de linguagem.


É uma condição causada por alteração cromossômica, podendo ser hereditária, e apresentando um conjunto de sintomas que se tornam evidentes durante o processo de alfabetização e podem se manifestar com diferentes graus de intensidade.


O transtorno é caracterizado por uma dificuldade no reconhecimento de sílabas e palavras, provocada por uma alteração nos sistemas cerebrais que realizam o processamento fonológico.


Ocorre como uma falha no caminho de informações até o cérebro, o que faz com que a criança apresente problemas para associar sons com as letras e palavras que os representam, comprometendo, assim, a capacidade de aprender a ler e a escrever de forma fluente e correta, e dificultando a compreensão de textos.




Fique atento aos sinais


Os sinais de que a criança tem dislexia aparecem, geralmente, durante o período de alfabetização, e é essencial estar atento a eles para que o distúrbio possa ser diagnosticado o quanto antes e o processo de aprendizagem não seja comprometido.

Repare se seu filho apresenta sintomas como:


• Dispersão; • Frequente falta de atenção; • Atraso no desenvolvimento da fala; • Dificuldade para aprender nomes de números, cores e letras; • Dificuldade para aprender rimas e canções infantis; • Erros ao pronunciar palavras longas; • Falta de interesse por livros; • Dificuldade para reconhecer palavras que rimam (gato e pato; faca e vaca); • Falta de interesse ou dificuldade para aprender a escrever o próprio nome.




Esses sinais são mais frequentes no período da pré-escola, quando a criança avança para a fase escolar, é importante estar atento caso a criança:



• Apresente dificuldade para ler e escrever; • Seja muito desatenta ou dispersa; • Tenha dificuldade para copiar matérias da lousa ou até mesmo de livros; • Inverta ou acrescente sílabas às palavras. • Faça confusão entre sílabas e letras com formato ou pronúncia parecida (b e d; f e v) • Apresente desorganização com seus pertences e com entrega de tarefas escolares; • Faça confusão entre direita e esquerda; • Tenha um vocabulário pobre para a idade; • Apresente falta de coordenação motora para atividades como desenho e escrita, ou ainda, na prática de exercícios físicos; • Tenha muitos problemas para decorar a tabuada e reconhecer símbolos matemáticos; • Não consiga acompanhar raciocínios ou explicações longas.




dislexia e seus sintomas em crianças

É importante que esses sintomas sejam tratados com atenção, tanto pelos pais, quanto pela escola, uma vez que a dificuldade de aprendizagem pode fazer com a criança crie aversão à sala de aula e desenvolva problemas emocionais que afetem sua autoestima e persistam na idade adulta, como a ansiedade e a depressão.




Como é feito o diagnóstico?


O diagnóstico da dislexia é feito pela exclusão, uma vez que os problemas de aprendizagem podem ser ocasionados por outros fatores como problemas de visão ou de audição, problemas emocionais ou socioeconômicos, déficit de atenção, ou até mesmo uma prática de alfabetização inadequada por parte da escola.


A criança deve ser avaliada por uma equipe multidisciplinar composta por um neuropediatra, fonoaudiólogo, neuropsicólogo e um psicopedagogo, que poderá de descartar outras hipóteses e indicar a ocorrência da dislexia.





O tratamento


A dislexia é um distúrbio para o qual ainda não há cura. Porém, com um tratamento adequado, as crianças portadoras podem, dentro do possível, superar as dificuldades de aprendizado. Dentro do tratamento é importante:


• Que a criança conte com o auxílio de vários profissionais especialistas na área, como fonoaudiólogos, psicólogos e pedagogos; • Que o acompanhamento seja realizado pelo menos uma vez na semana, para que os especialistas responsáveis possam embasar o tratamento de acordo com o que a criança aprende na escola; • Que a terapia seja voltada principalmente para reforçar as habilidades de linguagem e de leitura; • Que a escola seja inclusiva e se esforce para que o aluno se sinta confortável em sala de aula; • Que as provas e avaliações escolares sejam adaptadas para que a criança consiga compreendê-las e realizá-las; • Que os pais participem ativamente do processo de aprendizagem, acompanhem o tratamento junto dos especialistas e se envolvam com as atividades escolares, além de fazer o possível para incentivar a criança com atividades voltadas para a leitura e escrita.




Outras dicas importantes


Quando a criança é diagnosticada com dislexia é importante que os pais estejam preparados para lidar com a situação, uma vez que a criança irá precisar de apoio psicológico e emocional, e que a dislexia é um distúrbio que demanda um longo período de tratamento e muita persistência.


O mais importante é que a família esteja ciente que a dislexia não é sinônimo de falta de inteligência, muito pelo contrário. O distúrbio pode acometer até mesmo pessoas com inteligência considerada superior. Por isso, e para evitar que a autoestima da criança seja afetada, é importante que a família tenha conhecimento dos fatores que causam a dislexia e não julgue a criança como preguiçosa, desinteressada ou até mesmo menos inteligente.


A participação e o envolvimento da família são essenciais para a melhora no desempenho escolar da criança.


É importante também, que a escola esteja preparada para atender às necessidades específicas de uma criança com dislexia e, caso isso não ocorra, é recomendado que os pais busquem uma instituição especializada em oferecer apoio para a criança e para a família.


A criança deve ser incluída no planejamento que envolve o processo de aprendizagem e nas estratégias escolhidas para melhorar seu desempenho. Tanto os pais, quanto os professores e os especialistas envolvidos no tratamento devem ouvir o que a criança tem a dizer e compartilhar informações sobre seu desenvolvimento, valorizando todas as vezes que ela progredir dentro do tratamento.


Além disso, a família, a equipe clínica e escolar, devem estar sempre em contato para entender o que é melhor para criança e quais atitudes devem ser tomadas.


Por último, é importante frisar que, a ocorrência de alguns dos sintomas acima não é suficiente para indicar que a criança tenha dislexia. Em alguns casos o problema está ligado a pouca idade e a imaturidade das crianças. Por isso é essencial estar atento ao comportamento dos pequenos e, caso seja necessário, procurar auxílio médico.




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